sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Matisyahu que??



Pegue uma base de reggae, com muito de Bob Marley e de Peter Tosh, coloque por cima algumas batidas de Racionais MCs, e da atitude hip-hop. Adicione a isso uma estranha levada dançante, descomprometida. Mais alguns solos de guitarras enlouquecidas do rock’n’roll e citações da Torà. E o resultado é Matisyahu.

Judeu hassídico do movimento Chabad Lubavitch, Matisyahu vive em White Plans, subúrbio de Nova York. Ele diz que a identificação de um judeu com o reggae não é tão incomum quanto parece, afinal os jamaicanos também sofriam com a falta de uma pátria (foram “importados” da África pelos ingleses como escravos) e um de seus líderes, como tudo indica, afirmava descender do rei judeu Salomão. Tanto que em uma entrevista recente, Matisyahu disse à revista norte-americana Rolling Stone que “em qualquer música de Bob Marley você ouve inúmeras citações poderosas da Torá”.

Seu segundo e mais recente álbum Youth é um dos mais comentados nas Américas. Publicações como Rolling Stone e Wall Street Journal têm falando dele. Suas músicas estão sendo rapidamente distribuídas por programas como iTunes e sua imagem cada vez mais reproduzida por canais pops como MTV.

Se Shake off the dust… Arise, seu primeiro álbum de 2004 vendeu perto de meio milhão de cópias, as expectativas para esse último são ainda maiores. Alguns acreditam que Matisyahu é uma boa jogada de marketing. Afinal, não é todo dia que se vê um judeu ortodoxo vestido dos pés à cabeça como tal, cantando reggae e hip-hop. Excentricidades à parte, o som que ele faz é muito bom, diz quem, entende de música. As letras são repletas de mensagens construtivas que não soam piegas. Seu reggae contemporâneo mescla referências e vertentes de todos os tipos.

Como surgiu

Matisyahu, cujo verdadeiro nome é Matthew Miller nasceu em West Chester, na Pensilvânia em 30 de junho de 1979, correspondendo no calendário judaico a 5 de Tamuz de 5740. Os pais o enviaram para uma escola judaica, porém como muitos outros garotos, resistia às horas de estudo e frequentemente perturbava as aulas, chegando até mesmo a enfrentar expulsões. Aos 14 anos, Matthew adquiriu um estilo de vida hippie. “Entrou na onda”, cultivou ’dreadlocks’ (cabelo ao estilo rastafari jamaicano) e gastou seus ’birkenstocks’ (sandálias) durante todo o inverno. Tocava bongôs na lanchonete e aprendia a fazer ‘Beatbox’ (a arte de simular com a boca os ruídos de uma caixa de ritmos, para fazer melodias, uma espécie de percussão vocal do hip-hop) no fundo da sala de aula. No 3º ano do colegial, sentindo um enorme vazio em sua vida decidiu fazer uma viagem para o Colorado. Afastado da vida suburbana nas planícies brancas, teve oportunidade de analisar e ter um olhar mais introspectivo sobre si contemplando seu ambiente. Estava ele na paisagem impressionante das Montanhas Rochosas, quando a espiritualidade o tocou. Diz que teve uma visão e era D-us.

Viajou então para Israel, espaireceu e percebeu ser um herdeiro e porta-voz da história judaica. Algumas de suas composições de hoje retratam ou se inspiram em sua conduta passada (Fire with the flame of the youth/Got the freedom to choose/You better make the right move – Youth).

Em Israel sentiu sua conexão com D-us. Matisyahu aproveitou seu tempo lá rezando, explorando, e dançando em Jerusalém. Em cada canto encontrou sua identidade judaica até então inativa em sua mente. Sair de Israel provou ser uma transição difícil. De volta às planícies brancas, Matisyahu não soube manter sua nova conexão com o judaísmo. Abatido, desanimado saiu do colégio e começou a seguir a banda Phish em um tour nacional. Na estrada, ele pensava seriamente sobre sua vida, sua música, e sua sede de judaísmo.

Depois de alguns meses retornou para casa. Por este tempo seus pais insistiram para que ele se “endireitasse” e fosse para uma escola em Oregon. A escola incentivava atividades artísticas e Matisyahu tirou vantagem disso para aprofundar-se mais na música. Estudou reggae e hip-hop. Semanalmente ele ia a um open-mic onde cantava, fazia seu beat box, e era capaz de fazer quase qualquer coisa para manter e aguçar sua criatividade. Foi aí que começou a desenvolver seu estilo reggae-hiphop.

Depois de dois anos “lutando”, aos 19 anos Matisyahu retorna a Nova York e é um homem mudado. Foi ver a Carlebach Shul, uma sinagoga no lado ocidental, bem conhecida por ser amigável à energia hippie e ao seu canto exuberante. Isto fortaleceu mais sua alma, favorecendo o poder místico da música judaica hassídica. Agora, em vez do beatbox no fundo da sala de aula, ele ia para o telhado da escola orar.

Ao estudar na nova escola, Matisyahu escreveu uma letra intitulada “Echad” (Um). A letra era sobre um menino que se encontrou com um rabino hassídico no Square Park, em Washington, e através dele se tornou religioso. Logo após ter feito a letra, a vida de Matisyahu imitou estranhamente sua arte. Ele se encontrou com o rebe de Lubavitch no parque. Iniciou-se aí sua transformação de Matthew para Matisyahu.

Ele que era cético da autoridade e de suas regras, finalmente adquiriu o estilo de vida hassídico de Lubavitch. Prosperou no estudo do judaísmo, tentando cada vez mais entender a Lei Judaica. A filosofia do ChabadLubavitch provou ser um guia poderoso para Matisyahu. Cercou-o com o diálogo espiritual e o desafio intelectual que tem procurado desde a década passada.

Hoje, Matisyahu vive em Crown Heights, dividindo seu tempo entre a música e a yeshivá (seminário religioso). Combinar os sons de Bob Marley e Shlomo Carlebach, com toda sua originalidade e interpretação é edificante, uma forte experiência para todos. Mesmo o mais pessimista em seus shows é inspirado por sua habilidade de transmitir de forma honesta sua mensagem, que fala sobre fé e espiritualidade. Sua dedicação é fazer com que sua mensagem ganhe respeito.

Muito requisitado atualmente não faz shows no shabat. “Da noite de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado, eu não faço shows,” diz ele. Questionado se ele recebe alguma crítica de outros judeus por ter escolhido essa carreira, Matisyahu diz: “Não muito. A mensagem do movimento Lubavitch está sendo divulgada. Devemos pegar nossos talentos e usar a música, o rádio e a TV para tentar causar um bom impacto no mundo, ao invés de nos isolarmos”.

Matthew Paul Miller, conhecido por Matisyahu, (Westchester, 30 de junho de 1979) é um cantor judeu estadunidense de reggae, que enfatiza nas suas letras os ensinos do judaísmo da linha Chabad Lubavitch.

Nascido no estado da Pensilvânia, no dia correspondente ao calendário judaico de 5 de Tamuz de 5740. Depois de crescido, os pais de Matisyahu enviaram-no para uma Escola Judaica onde estudava duas vezes na semana, porém como muitos outros rapazes da sua idade, resistiu às horas adicionais da escola e fora freqüentemente expulso por perturbações durante as aulas.

Aos catorze anos, Matthew Miller adquiriu um estilo de vida Hippie. “Entrou na onda” das pessoas “Dead-Head”, cultivou “dreadlocks” e gastou seus “birkenstocks” (sandálias) durante todo o inverno. Tocava os seus bongos no recreio e aprendia a fazer “Beat-box” no fundo da sala de aula. No 3º ano do colégio, embora estivesse numa época em que não havia nenhuma preocupação, Matisyahu não conseguia ignorar o vazio que sentia na sua vida. Depois de quase queimar a sua sala de química, sabia que a sua missão deveria começar imediatamente. Decidiu fazer uma viagem para o Colorado. Afastado da sua vida suburbana nas planícies brancas, Matisyahu teve a oportunidade de analisar e ter um olhar mais introspectivo sobre si contemplando o ambiente em seu redor. Estava ele na paisagem impressionante da “Rocky Mountain”, quando teve uma visão: Era G-d (D-us).

Após sua viagem para o Colorado, a sua curiosidade espiritual aumentou e Matisyahu fez sua primeira viagem a Israel. Lá, pela primeira vez na sua vida, sentiu uma conexão ao G-d que viu em Colorado. Israel era um ponto de giro principal. Matisyahu aproveitou o tempo que gastou lá, rezando, explorando, e dançando em Jerusalém. Em cada canto encontrou a sua identidade judaica até então inativa em sua mente. Sair de Israel provou ser uma transição difícil. De volta as planícies brancas, Matisyahu não soube manter sua nova conexão com o judaísmo. Abatido, desanimado saiu do colégio e começou a seguir a banda Phish numa tour nacional. Na estrada, Matisyahu pensou seriamente sobre a sua vida, a sua música, e a sua sede pelo judaísmo.

Após alguns meses ele retornou a casa. Por este tempo seus pais insistiram para que ele se “endireitasse” e fosse para uma escola numa região selvagem de Bend em Oregon. A escola incentivava os exercícios artísticos e Matisyahu tirou vantagem deste momento para aprofundar-se mais na sua música. Estudou reggae e hip-hop. Semanalmente ele ia a um open-mic onde cantava, fazia seu beat-box, e era capaz de fazer quase qualquer coisa para manter e aguçar a sua criatividade. Foi aí que começou a desenvolver o seu estilo reggae-hip-hop. Depois de dois anos “lutando”, aos dezenove anos Matisyahu volta para Nova York um homem mudado. Mudou-se para a cidade para continuar afiando seu estudo musical, e também começou a interessar-se pelo teatro. Durante este tempo, foi ver o Carlebach Shul, uma sinagoga no lado ocidental, bem conhecida por ser amigável à energia hippie e ao seu canto exuberante. Isto fortaleceu mais sua alma, favorecendo o poder místico da música judaica hassídica. Agora, em vez do beat-box no fundo da sala de aula, ele ia para o telhado da escola orar. (Sendo religioso ou não, ele não nasceu para ficar nas salas de aula).

Ao estudar na nova escola, Matisyahu escreveu uma letra intitulada “Echad” (One). A letra era sobre um menino que se encontrou com um rabino hassídico no Square Park em Washington e através dele se tornou religioso. Logo após ter feito a letra, a vida de Matisyahu imitou estranhamente a sua arte. Encontrou-se com o rabino Lubavitch no parque, iniciou-se aí sua transformação de Matthew para Matisyahu. Ele que já foi céptico da autoridade e das suas regras, começou então a explorar e finalmente adquirir o estilo de vida do hassídico Lubavitch. Prosperou na disciplina e na estrutura do judaísmo, tentando cada vez mais entender a Lei Judaica. A filosofia de Chabad-Lubavitch provou ser um guia poderoso para Matisyahu. Cercou-o com o diálogo espiritual e o desafio intelectual que tem procurado desde a década passada. O distúrbio e a frustração da sua busca precipitada, e agora, 2 anos mais tarde, Matisyahu vive em Crown Heights, dividindo seu tempo entre os palcos e a yeshivá, centro de estudos religiosos.

Combinar os sons de Bob Marley e Shlomo Carlebach, com toda sua originalidade e interpretação é edificante, uma forte experiência para todos. Mesmo o mais pessimista nos seus concertos é inspirado pela sua habilidade de transmitir de forma honesta a sua mensagem, que fala sobre fé e espiritualidade. A sua dedicação é fazer com que sua mensagem ganhe respeito. É naquele momento efêmero quando nosso ceticismo derrete e as nossas almas se elevam que Matisyahu entra com seu crescente som da fé.

Fonte: torahviva / wiki

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