quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Stefhany Crossfox Missionária



Tem gente que acha bonito ser feio...

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Record apoia aborto!



Que palhaçada é essa?
Agora eu posso decidir se eu mato pessoas também?

Matisyahu que??



Pegue uma base de reggae, com muito de Bob Marley e de Peter Tosh, coloque por cima algumas batidas de Racionais MCs, e da atitude hip-hop. Adicione a isso uma estranha levada dançante, descomprometida. Mais alguns solos de guitarras enlouquecidas do rock’n’roll e citações da Torà. E o resultado é Matisyahu.

Judeu hassídico do movimento Chabad Lubavitch, Matisyahu vive em White Plans, subúrbio de Nova York. Ele diz que a identificação de um judeu com o reggae não é tão incomum quanto parece, afinal os jamaicanos também sofriam com a falta de uma pátria (foram “importados” da África pelos ingleses como escravos) e um de seus líderes, como tudo indica, afirmava descender do rei judeu Salomão. Tanto que em uma entrevista recente, Matisyahu disse à revista norte-americana Rolling Stone que “em qualquer música de Bob Marley você ouve inúmeras citações poderosas da Torá”.

Seu segundo e mais recente álbum Youth é um dos mais comentados nas Américas. Publicações como Rolling Stone e Wall Street Journal têm falando dele. Suas músicas estão sendo rapidamente distribuídas por programas como iTunes e sua imagem cada vez mais reproduzida por canais pops como MTV.

Se Shake off the dust… Arise, seu primeiro álbum de 2004 vendeu perto de meio milhão de cópias, as expectativas para esse último são ainda maiores. Alguns acreditam que Matisyahu é uma boa jogada de marketing. Afinal, não é todo dia que se vê um judeu ortodoxo vestido dos pés à cabeça como tal, cantando reggae e hip-hop. Excentricidades à parte, o som que ele faz é muito bom, diz quem, entende de música. As letras são repletas de mensagens construtivas que não soam piegas. Seu reggae contemporâneo mescla referências e vertentes de todos os tipos.

Como surgiu

Matisyahu, cujo verdadeiro nome é Matthew Miller nasceu em West Chester, na Pensilvânia em 30 de junho de 1979, correspondendo no calendário judaico a 5 de Tamuz de 5740. Os pais o enviaram para uma escola judaica, porém como muitos outros garotos, resistia às horas de estudo e frequentemente perturbava as aulas, chegando até mesmo a enfrentar expulsões. Aos 14 anos, Matthew adquiriu um estilo de vida hippie. “Entrou na onda”, cultivou ’dreadlocks’ (cabelo ao estilo rastafari jamaicano) e gastou seus ’birkenstocks’ (sandálias) durante todo o inverno. Tocava bongôs na lanchonete e aprendia a fazer ‘Beatbox’ (a arte de simular com a boca os ruídos de uma caixa de ritmos, para fazer melodias, uma espécie de percussão vocal do hip-hop) no fundo da sala de aula. No 3º ano do colegial, sentindo um enorme vazio em sua vida decidiu fazer uma viagem para o Colorado. Afastado da vida suburbana nas planícies brancas, teve oportunidade de analisar e ter um olhar mais introspectivo sobre si contemplando seu ambiente. Estava ele na paisagem impressionante das Montanhas Rochosas, quando a espiritualidade o tocou. Diz que teve uma visão e era D-us.

Viajou então para Israel, espaireceu e percebeu ser um herdeiro e porta-voz da história judaica. Algumas de suas composições de hoje retratam ou se inspiram em sua conduta passada (Fire with the flame of the youth/Got the freedom to choose/You better make the right move – Youth).

Em Israel sentiu sua conexão com D-us. Matisyahu aproveitou seu tempo lá rezando, explorando, e dançando em Jerusalém. Em cada canto encontrou sua identidade judaica até então inativa em sua mente. Sair de Israel provou ser uma transição difícil. De volta às planícies brancas, Matisyahu não soube manter sua nova conexão com o judaísmo. Abatido, desanimado saiu do colégio e começou a seguir a banda Phish em um tour nacional. Na estrada, ele pensava seriamente sobre sua vida, sua música, e sua sede de judaísmo.

Depois de alguns meses retornou para casa. Por este tempo seus pais insistiram para que ele se “endireitasse” e fosse para uma escola em Oregon. A escola incentivava atividades artísticas e Matisyahu tirou vantagem disso para aprofundar-se mais na música. Estudou reggae e hip-hop. Semanalmente ele ia a um open-mic onde cantava, fazia seu beat box, e era capaz de fazer quase qualquer coisa para manter e aguçar sua criatividade. Foi aí que começou a desenvolver seu estilo reggae-hiphop.

Depois de dois anos “lutando”, aos 19 anos Matisyahu retorna a Nova York e é um homem mudado. Foi ver a Carlebach Shul, uma sinagoga no lado ocidental, bem conhecida por ser amigável à energia hippie e ao seu canto exuberante. Isto fortaleceu mais sua alma, favorecendo o poder místico da música judaica hassídica. Agora, em vez do beatbox no fundo da sala de aula, ele ia para o telhado da escola orar.

Ao estudar na nova escola, Matisyahu escreveu uma letra intitulada “Echad” (Um). A letra era sobre um menino que se encontrou com um rabino hassídico no Square Park, em Washington, e através dele se tornou religioso. Logo após ter feito a letra, a vida de Matisyahu imitou estranhamente sua arte. Ele se encontrou com o rebe de Lubavitch no parque. Iniciou-se aí sua transformação de Matthew para Matisyahu.

Ele que era cético da autoridade e de suas regras, finalmente adquiriu o estilo de vida hassídico de Lubavitch. Prosperou no estudo do judaísmo, tentando cada vez mais entender a Lei Judaica. A filosofia do ChabadLubavitch provou ser um guia poderoso para Matisyahu. Cercou-o com o diálogo espiritual e o desafio intelectual que tem procurado desde a década passada.

Hoje, Matisyahu vive em Crown Heights, dividindo seu tempo entre a música e a yeshivá (seminário religioso). Combinar os sons de Bob Marley e Shlomo Carlebach, com toda sua originalidade e interpretação é edificante, uma forte experiência para todos. Mesmo o mais pessimista em seus shows é inspirado por sua habilidade de transmitir de forma honesta sua mensagem, que fala sobre fé e espiritualidade. Sua dedicação é fazer com que sua mensagem ganhe respeito.

Muito requisitado atualmente não faz shows no shabat. “Da noite de sexta-feira até o pôr-do-sol de sábado, eu não faço shows,” diz ele. Questionado se ele recebe alguma crítica de outros judeus por ter escolhido essa carreira, Matisyahu diz: “Não muito. A mensagem do movimento Lubavitch está sendo divulgada. Devemos pegar nossos talentos e usar a música, o rádio e a TV para tentar causar um bom impacto no mundo, ao invés de nos isolarmos”.

Matthew Paul Miller, conhecido por Matisyahu, (Westchester, 30 de junho de 1979) é um cantor judeu estadunidense de reggae, que enfatiza nas suas letras os ensinos do judaísmo da linha Chabad Lubavitch.

Nascido no estado da Pensilvânia, no dia correspondente ao calendário judaico de 5 de Tamuz de 5740. Depois de crescido, os pais de Matisyahu enviaram-no para uma Escola Judaica onde estudava duas vezes na semana, porém como muitos outros rapazes da sua idade, resistiu às horas adicionais da escola e fora freqüentemente expulso por perturbações durante as aulas.

Aos catorze anos, Matthew Miller adquiriu um estilo de vida Hippie. “Entrou na onda” das pessoas “Dead-Head”, cultivou “dreadlocks” e gastou seus “birkenstocks” (sandálias) durante todo o inverno. Tocava os seus bongos no recreio e aprendia a fazer “Beat-box” no fundo da sala de aula. No 3º ano do colégio, embora estivesse numa época em que não havia nenhuma preocupação, Matisyahu não conseguia ignorar o vazio que sentia na sua vida. Depois de quase queimar a sua sala de química, sabia que a sua missão deveria começar imediatamente. Decidiu fazer uma viagem para o Colorado. Afastado da sua vida suburbana nas planícies brancas, Matisyahu teve a oportunidade de analisar e ter um olhar mais introspectivo sobre si contemplando o ambiente em seu redor. Estava ele na paisagem impressionante da “Rocky Mountain”, quando teve uma visão: Era G-d (D-us).

Após sua viagem para o Colorado, a sua curiosidade espiritual aumentou e Matisyahu fez sua primeira viagem a Israel. Lá, pela primeira vez na sua vida, sentiu uma conexão ao G-d que viu em Colorado. Israel era um ponto de giro principal. Matisyahu aproveitou o tempo que gastou lá, rezando, explorando, e dançando em Jerusalém. Em cada canto encontrou a sua identidade judaica até então inativa em sua mente. Sair de Israel provou ser uma transição difícil. De volta as planícies brancas, Matisyahu não soube manter sua nova conexão com o judaísmo. Abatido, desanimado saiu do colégio e começou a seguir a banda Phish numa tour nacional. Na estrada, Matisyahu pensou seriamente sobre a sua vida, a sua música, e a sua sede pelo judaísmo.

Após alguns meses ele retornou a casa. Por este tempo seus pais insistiram para que ele se “endireitasse” e fosse para uma escola numa região selvagem de Bend em Oregon. A escola incentivava os exercícios artísticos e Matisyahu tirou vantagem deste momento para aprofundar-se mais na sua música. Estudou reggae e hip-hop. Semanalmente ele ia a um open-mic onde cantava, fazia seu beat-box, e era capaz de fazer quase qualquer coisa para manter e aguçar a sua criatividade. Foi aí que começou a desenvolver o seu estilo reggae-hip-hop. Depois de dois anos “lutando”, aos dezenove anos Matisyahu volta para Nova York um homem mudado. Mudou-se para a cidade para continuar afiando seu estudo musical, e também começou a interessar-se pelo teatro. Durante este tempo, foi ver o Carlebach Shul, uma sinagoga no lado ocidental, bem conhecida por ser amigável à energia hippie e ao seu canto exuberante. Isto fortaleceu mais sua alma, favorecendo o poder místico da música judaica hassídica. Agora, em vez do beat-box no fundo da sala de aula, ele ia para o telhado da escola orar. (Sendo religioso ou não, ele não nasceu para ficar nas salas de aula).

Ao estudar na nova escola, Matisyahu escreveu uma letra intitulada “Echad” (One). A letra era sobre um menino que se encontrou com um rabino hassídico no Square Park em Washington e através dele se tornou religioso. Logo após ter feito a letra, a vida de Matisyahu imitou estranhamente a sua arte. Encontrou-se com o rabino Lubavitch no parque, iniciou-se aí sua transformação de Matthew para Matisyahu. Ele que já foi céptico da autoridade e das suas regras, começou então a explorar e finalmente adquirir o estilo de vida do hassídico Lubavitch. Prosperou na disciplina e na estrutura do judaísmo, tentando cada vez mais entender a Lei Judaica. A filosofia de Chabad-Lubavitch provou ser um guia poderoso para Matisyahu. Cercou-o com o diálogo espiritual e o desafio intelectual que tem procurado desde a década passada. O distúrbio e a frustração da sua busca precipitada, e agora, 2 anos mais tarde, Matisyahu vive em Crown Heights, dividindo seu tempo entre os palcos e a yeshivá, centro de estudos religiosos.

Combinar os sons de Bob Marley e Shlomo Carlebach, com toda sua originalidade e interpretação é edificante, uma forte experiência para todos. Mesmo o mais pessimista nos seus concertos é inspirado pela sua habilidade de transmitir de forma honesta a sua mensagem, que fala sobre fé e espiritualidade. A sua dedicação é fazer com que sua mensagem ganhe respeito. É naquele momento efêmero quando nosso ceticismo derrete e as nossas almas se elevam que Matisyahu entra com seu crescente som da fé.

Fonte: torahviva / wiki

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

A ERA DO TÔ ME ACHANDO



Por que necessitamos cada vez mais da aprovação, do amor, da admiração e (até) da inveja dos outros? Entenda como funcionam os mecanismos da vaidade – e saiba como se imunizar para não ficar se achando a última bolacha do pacote.

Por Ronaldo Bressane


“Bacana teus óculos”, falei. Leves, classudos, num tom esportivamente escuro, cada lente com uma sombra que subia de baixo para cima, tornavam misteriosos o olhar do amigo, um jovem editor. Comentei que nunca o tinha visto de óculos. Ele devolveu: “pois é, mas eu estava com a vista cada vez mais cansada, até que fui ao oculista e ele me disse que precisava usar. Dois graus de miopia. Excesso de leitura. Fazer o quê...”, compungiu-se, o olhar vago, empurrando o par de lentes nariz acima com um charme intelectualmente sofrido. Mês depois, encontrei uma amiga cujo pai é oftalmologista. Entre anedota e outra, ela me contou que um curioso cliente do pai havia pedido um modelo de óculos sem grau. É, era ele mesmo – o editor.

Vivemos tempos curiosos. A cada segundo, e através de todos os meios possíveis, somos expostos aos corpos mais perfeitos, às biografias mais irretocáveis, à pose generalizada de famosos e anônimos. Vaidade pura. Mas um momento: você já experimentou sair por aí todo mulambento, comparecer despenteado a uma entrevista de emprego, esconder de parentes e amigos aquele êxito nos estudos? Impossível, não? Porque, hoje, não ter vaidade – não ter o hábito de apregoar aos quatro cantos, reais ou virtuais, o quanto você pode ser atraente, sensacional e único – parece ser um dos maiores pecados da nossa era, esse tempo em que todo mundo parece estar “se achando”.

Por isso, os óculos de araque do meu amigo. No meio altamente intelectualizado em que ele vive, circulando entre Festas Literários de Paraty e debates seguidos de sessões de autógrafo nas livrarias mais chiques do eixo Rio-São Paulo, ostentar uma armação bacanuda é o equivalente, em termos culturais, às pernas muito bem torneadas – horas de academia – da mocinha da novela das 8. Ou seja: tudo vaidade.

Vício letal?

Parece fácil, mas vaidade, como parâmetro norteador desta época, é algo bastante volátil para definir. Vai longe o tempo em que ser vaidoso bastava para condenar um cidadão, ou editor, ao inferno. No início da cristandade, a vaidade, sob a alcunha de vanglorio, foi pecado capital; por volta de 1500, integrou a lista na forma de orgulho ou soberba; ainda é a mais diabólica contravenção para os cristãos ortodoxos; segue relacionada à Prostituta da Babilônia no Apocalipse. Foi o que conduziu Lúcifer, mais belo dos anjos, do lado direito do Senhor aos portões do inferno, por rejeitar a imagem de Deus em benefício da própria. Vanitas vanitatum, ominia vanitatum, diz o Qohélet (Eclesiastes), sobre o sentido da vida – a tradução corrente é “Vaidade das vaidades, tudo é vaidade”, porém o poeta e tradutor Haroldo de Campos preferiu cercar a expressão “vacuidade” do hebraico ao termo “ilusão”. E, quando iniciamos o passeio pelo significado da palavra, este se adensa, ao mesmo tempo que esfumaça... Bem, estamos falando de aparências.

Pelo Dicionário Analógico da Língua Portuguesa de Francisco Ferreira dos Santos Azevedo, inexplicavelmente esgotado desde 1984, “vaidade” tem 71 substantivos afins, incluindo “ânsia incontida de despertar admiração”, “parlapatonice”, “exibicionismo”, “pretensão”, “megalomania”, “egoísmo”, “inchaço” e, claro, “narcisismos”. (Um dicionário analógico não traz sinônimos, e sim conceitos dispersos pelo campo semântico das palavras; este do lendário Santos Azevedo, mestre de Sérgio Buarque de Holanda, estrutura-se em exatos mil verbetes, começando em “existência” e terminando em “templo”; “vaidade” está entre “ostentação” e “orgulho”.)

Meu sinônimo favorito, o que ajuda a iluminar nosso tempo, é “inchaço”. Até por causa da característica física da palavra – como se o vaidoso estivesse “cheio de si”. Mas que seria concretamente esse “si”? O ser ou o nada? Batom, botox ou fotos bacanas no Facebook? Sapatos Gucci, um iPod novo ou um belo currículo na Casa do Saber? O cabelo do Justus, a peruca da Dilma, os pneus do Ronaldo Fenômeno, o bigodão do José Sarney, o retrato de Doriam Gray? A obsessão pela juventude dos sessentões vampirescos atrás de menininhas, a susanavieirização do mulherio? A vaidade sempre seria ruim, ou poderia ser um componente positivo da competitividade, um estímulo caprichoso à autoafirmação? Ou seria mesmo um vício – e um vício letal, matando tanto anônimos que tentam ficar lindos na mesa da lipoaspiração quanto os Michael Jacksons que lutam pela glória através de remédios contra a dor de horas de torturantes exercícios físicos?

Narcisismo epidêmico

Óbvio que, na sua ampla e incansável psiquiatrização do cotidiano, os norte-americanos já tratam a vaidade como patologia. Autora de Generation Me (»Geração Eu», sem edição brasileira), a psicóloga Jean Twenge crê que a autoconfiante geração nascida em 1980 - que passa horas lambendo as migalhas da própria existência entre o Facebook e o Myspace - é muito mais narcisista que as gerações anteriores.

Twenge trabalhou com o colega W. Keith Campbell no recém-lançado best-seller a analisar os miolos moles dos ianques: The Narcissism Epidemic (“O narcisismo epidêmico”, ainda sem edição brasileira). Para a dupla, a coisa ficou preta e o espelho trincou – e o resultado, ora vejam, é o bode expiatório da vez, a malfadada crise econômica.

Parece meio infame, tanto quanto o transtorno obsessivo narcisista. Mas faz sentido – sobretudo para a alma norte-americana, sempre tão disposta a diagnosticar-se e tratar-se e partir para o próximo transtorno como se não houvesse amanhã, caso a doença mexa no bolso. Em entrevista à revista de educação US World Report, Campbell afirma ter comparado as pesquisas com jovens entre narcisistas e obesos: “Os resultados forma bem semelhantes”, diz. Numa amostragem de 35 mil jovens, a dupla de psicólogos descobriu que 6% sofriam de transtorno obsessivo narcisista. Contudo, somente 3% das pessoas acima de 65 anos tinham esse transtorno. “Um dado a comprovar que estamos em uma epidemia fora de controle”, afirma o psicólogo.

Ele enumera quatro causas: a educação dos pais, a cultura de celebridades, a mídia e o crédito barato. “Muitos pais tratam seus filhos como reis”, diz. “Reality shows são altamente narcisistas, e supõe-se que sejam a vida real; neles, subentende-se que o narcisismo é algo normal”. Campbell é especialmente duro com a rede. “As pessoas nunca falam que lêem Guerra e Paz, de Leon Tolstoi, no Myspace. Em vez disso, colocam fotos sensuais, a coleção de amigos, as músicas legais. Para piorar, crédito barato faz com que os jovens gastem para se pareceram melhores do que são. Têm coisas que não fizeram força nenhuma para ganhar.” Claro que esse argumento financeiro tem muito a ver com a realidade americana, onde bolhas econômicas costumam ser uma rotina – mas, afinal, o mundo está cada vez mais parecido com os Estados Unidos.

Vaidosos Anônimos

Provavelmente, a valorização do discurso da autestima e a febre da autoajuda são culpadas dessa apoteose ao me-achismo. Porém, como depois da tempestade sempre vem a ambulância, conforme deduziria o pensador Vicente Matheus, imagino que daqui a alguns anos a loucura narcísica dará valor a autocasca-de-banana, ao autofail: aprenderemos a puxar em público nosso próprio tapete. Como bem faz esse grande vaidoso que é Woody Allen (vai dizer que deixar de ir receber um Oscar porque a data caía no mesmo dia em que ele toca com sua banda de jazz em um clubinho de Nova Iorque não é o extremo da vaidade?). Esse culto desenfreado ao amor-próprio ainda vai produzir coisas estranhas... Em breve, abrirão inscrições para o Vaidosos Anônimos. Pode escrever.

Por enquanto, vamos vivendo a grande época da vaidade. A imodéstia saiu do armário e está toda serelepe: não à toa a burca foi proibida na França pelo presidente Sarkozy (cuja soberba se estende dos saltos dos sapatos que o elevam à não menos digna de vaidade primeira-dama Carla Bruni). Mas... não seria também a burca , ao esconder a figura feminina (ou os filhos do finado Michael Jackson), sinal de extrema vaidade? Não é cinismo: segundo o Islã, o véu torna as mulheres atraentes porque sutilmente apela à sua vaidade. Não importa quão feia ou velha seja a muçulmana: qualquer homem fica louco à lera visão de seus cabelos descobertos. Assim, sob seu modesto esconderijo, uma muçulmana é a mais desejável das criaturas. Já as pobres ocidentais, agindo livres, encontram-se com homens em situações prosaicas, acabam, pela rotina, se tornando sem graça. A não ser que sejam jovens e belas, cairão fatalmente sob o olhar indiferente dos pares – deixarão de ser tratadas como objeto de mistério para virarem meros objetos sexuais. O que me faz pensar na pretensa vaidade de sujeitos como os escritores americanos Thomas Pynchon e JD Salinger, e os brasileiríssimos Rubem Fonseca e Dalto Trevisam, reclusos assumidos. Fogem de entrevistas e retratos como Madonna das trevas do anonimato. Paradoxo de hoje: o véu que os cobre não os tornará bem mais valorizados?

Na outra ponta do estudo do narcisismo, o filósofo francês Gilles Lipovestsky faz uma abordagem ao mesmo tempo eufórica e catastrófica – espelho fiel do espírito da época, a que ele nomeia de forma eloqüente, ao gosto dos franceses, como A Era do Vazio. O próprio texto de Lipovestsky é hiperbólico, afeito aos paradoxos, extremamente vaidoso, cioso de si. Mas delicioso, e crivado de teses brilhantes. Em O Império do Efêmero, Lipovestsky faz uma leitura bastante original da cultura contemporânea através da importância cada vez mais crescente da moda. Muito gaulesmente, diz que a moda – especialmente a florescida em Paris – condensa na idéia de individualidade os ideais da Revolução: liberdade, igualdade e fraternidade.

Solidão em massa

“A promoção das frivolidades só pôde se efetuar porque novas normas se impuseram, desqualificando o culto heróico de essência feudal e a moral cristã tradicional, que considera as frivolidades como signos do pecado do orgulho”, afirma Lipovestsky. “Da idéia de altivez relativa à dignificação das coisas terrestres saiu o culto moderno da moda, uma das manifestações (...) da humanização do sublime.” O filósofo não separa a moda – e, assim, o fascínio pelo Novo – da ideologia individualista, do culto ao bem-estar, aos gozos materiais, ao desejo de liberdade, à vontade de enfraquecer a autoridade e as coações morais, ao triunfo da ideologia do prazer.

No entanto, Lipovestsky lembra que a busca dos valores individuais traz um fenômeno ainda mais estranho que o estudado pelos senhores psicólogos acima: a “solidão em massa” refletida no número cada vez maior de suicídios. “A era da moda consumada é inseparável da fratura na comunidade e do déficit de comunicação: as pessoas se queixam de não serem compreendidas ou ouvidas, de não saberem se exprimir” – uma festa de autistas que lembra um pouco uma rave impulsionada por ecstasy, ou uma sessão furibunda de Twitter movida a banda larga.

O pensador francês sugere que vivemos um segundo momento da Era do Vazio, em que “a busca da riqueza não tem nenhum objetivo senão excitar admiração ou inveja”. Nesse mundo ultracompetitivo, o Outro só faz sentido se viabilizar o sucesso do Eu. No igualmente sombrio e triunfante A Era do Vazio, Lipovestsky aproxima os conceitos de vacuidade e vaidade, vazio e Narciso: “Que outra imagem é melhor para significar a emergência de individualismo na sensibilidade psicológica, centrada sobre a realização emocional de si mesma, ávida de juventude, de esportes, de ritmo? (...) O neonarcisismo é psicologia pop: a expressão sem retoques, a prioridade do ato de comunicação, a indiferença em relação aos conteúdos, a assimilação lúdica do sentido, a comunicação sem finalidade e sem público, o remetente transformado em seu principal destinatário”.

Em uma imagem que resuma tudo: o meu elegante amigo observando-me superior por trás das lentes falsas, feliz da vida por enganar a si mesmo.

Retirado de Vida Simples, outubro 2009. Edição 84.

Você precisa estar no centro das atenções (médicas) se...

- Possui senso grandioso de autoimportância (espera ser reconhecido como superior sem que tenha feito ações à altura)

- Preocupa-se com fantasias de sucesso, poder, brilho, beleza ou amor ideal ilimitados

- Acredita que é “especial” e que só pode ser compreendido por outras pessoas especiais ou de status elevado

- Precisa de admiração excessiva

- Sente-se em posição de possuir direitos, ou seja, tem expectativas além do razoável de receber tratamento favorável ou de aceitação automática das suas expectativas

- Não demonstra empatia, não tem disposição para reconhecer os sentimentos e as necessidades alheias ou identificar-se com isso

- Muitas vezes inveja os demais ou acredita que os outros o invejam

- Demonstra comportamentos ou atitudes arrogantes e insolentes

- Leu este teste observando-se no espelho (brincadeira...)

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Vergonha de ser brasileiro



O aspecto único do Holocausto, que o diferencia de horrores comparáveis como a escravidão, é que o extermínio do riquíssimo judaísmo europeu, berço de Einsteins, Kafkas e Freuds, foi executado pelo país mais culto da Europa pelo simples fato de os judeus serem judeus.

Eles não eram inimigos do Estado, não tinham exércitos, suas mortes não serviriam (prioritariamente) para o avanço econômico de seus perseguidores. Eram apenas de uma cultura/religião diferente e foram usados pela megalomania germano-hitlerista como a antítese do super-homem ariano, a ser eliminada do tecido alemão.

O sobrevivente do campo de extermínio de Auschwitz e prêmio Nobel da Paz Elie Wiesel, ao voltar à sua aldeia natal na Romênia, disse que a vida por lá continuava exatamente igual desde que deixara o lugar com a família, 40 anos antes, rumo à morte. A única diferença é que não havia mais judeus.

Quase 9 milhões de judeus viviam nos países europeus direta ou indiretamente sob controle alemão. Os nazistas conseguiram matar cerca de 6 milhões. Se os judeus não lembrarem seu Holocausto, ele certamente será esquecido.

Por isso embrulha o estômago ver o presidente Lula abraçar o presidente Mahmoud Ahmadinejad em Nova York poucos dias depois de o iraniano declarar que "o Holocausto é uma mentira".

O insulto de Ahmadinejad foi ainda mais doloroso por ocorrer às vésperas do Rosh Ashaná, o Ano Novo judaico, período de reflexão. Os grandes países ocidentais o deploraram. O Brasil se calou.

E logo depois ainda prestigiou o semi-pária num encontro de mais de uma hora na ONU, durante a Assembleia Geral da organização, para o mundo todo ver.

Lula e o Brasil estão no auge de sua projeção de poder. Estamos mudando de liga no jogo das nações. E nossa Chancelaria vende barato nosso cada vez mais importante apoio. O que o Irã dá em troca ao Brasil?

Antes de receber Ahmadinejad na cidade com a maior população judaica do mundo, Lula já havia sido o primeiro a apoiá-lo logo após a contestada eleição do iraniano. E ainda fez uma muito infeliz comparação dos conflitos entre oposicionistas e milícias armadas iranianas a uma rixa entre vascaínos e flamenguistas.

Tal rixa deixou dezenas de mortos e enfraqueceu um regime teocrático entre os mais repressores do mundo. Mas o Brasil de Lula foi o primeiro a estender sua mão para fortalecer o regime repressor de Teerã. E ainda receberá Ahmadinejad em visita em novembro.

O presidente brasileiro, genuinamente humanista, parece ter sido enrolado pelo anacrônico terceiro-mundismo que domina seus assessores e o Itamaraty. Ao ser questionado em Nova York sobre o negacionismo hediondo de Ahmadinejad em relação ao Holocausto, Lula respondeu:
"Isso não prejudica a relação do Estado brasileiro com o Irã porque isso não é um clube de amigos. Isso é uma relação do Estado brasileiro com o Estado iraniano."

A frase faria sentido se essa relação trouxesse benefícios ao Estado brasileiro proporcionais aos gestos de Lula. Mas ela só engrossa a lista de equívocos de sua diplomacia.

Já seria duro ver o Brasil tolerar a intolerância por recompensas mundanas. Tolerá-la por nada dá vergonha!

(*) Sérgio Malbergier, 42, é editor de Dinheiro da Folha. Foi editor de Mundo, correspondente em Londres e enviado especial a países como Iraque, Israel e Venezuela. Formado em cinema, pela ECA-USP, dirigiu dois curta-metragens: "A Árvore" e "Carô no Inferno"

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Seja intolerante


A intolerância religiosa tem de ser tão antiga quanto a própria ideia de religião, mas é duvidoso mérito dos cristãos (e a partir de agora uso a palavra na pior acepção do termo, e também a única) ter refinado o conceito associando a alternativa à escravidão, à tortura e à morte em larga escala. O cristianismo foi a primeira religião da história a ganhar verdadeiro peso cultural por meio da conversão ao contrário das pacíficas religiões anteriores, das quais restam algumas, e que preferiam apostar a eventual consagração no milenar e lentíssimo método de transmissão e reelaboração de pai para filho.

O cristianismo histórico foi, desde o início, exatamente como nos nossos dias, empreendimento de curto prazo, indústria de resultados. Jesus passou de ilustre desconhecido a único Deus do vertiginoso Império Romano em meros 300 anos menos que um piscar de olhos em termos históricos. Não é de estranhar que pelo menos metade dessa conversão nominal do mundo tenha sido adquirida na ponta da espada. A fim de salvar os incréus era necessário não tolerar a sacrílega religião deles: os cristãos entenderam o imediatismo do “Ide” e saíram pelo mundo fazendo inimigos, ostracizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Essa dupla paixão pelos resultados e paixão pela publicidade deixam claro que o cristianismo histórico não é o menos eloquente antecessor do convulsivo capitalismo contemporâneo.

Essa implacável visão de mundo, da expansão númerica e comercial como missão divina, determinou toda a história do ocidente, incluindo a sangrenta colonização das Américas. Em 1454, o Papa Nicolau V resume essa postura geral na sua Bula romanus pontifex, em que concede ao rei Afonso de Portugal (e a seu príncipe D. Henrique, que daria forma final à nau oceânica portuguesa e assim o pontapé inicial às Grandes Navegações), uma singela série de privilégios materiais associados à
sua pureza de coração:

“(…) concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, entre outras, de invadir, conquistar e subjugar quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo aplicar em utilidade própria e dos seus descendentes (…)”

Nenhuma manifestação do cristianismo institucional dos nossos dias difere, em qualquer sentido importante, da inclinação geral do parágrafo acima. Os filhos do Rei permanecem reclamando seus direitos, absolutamente convencidos da primazia da sua condição. Os religiosos cristãos chafurdam em seus merecimentos e oram descaradamente para extrair alguma prosperidade dos inimigos de Cristo ou reduzi-los à servidão o que for mais imediato ou der mais prazer (e é naturalmente graças aos cristãos que cremos que essas duas últimas coisas andam juntas).

Por alguma razão que Cristo não teria como entender, os que se consideram cristãos são os mesmos que se consideram religiosos. E, dentro da mesma lógica ignorante dos fatos, os que não se submetem à religião são considerados inimigos de Cristo. Talvez baste para você pensar e agir assim. Mas, se você quer ser, de fato, como Cristo, é absolutamente necessário dar o primeiro e louquíssimo passo na direção de Deus e para longe da religião. Porque Jesus, como deixam abundantemente claro os Evangelhos, promovia e aplicava consistentemente uma forma muito particular de intolerância religiosa: a intolerância contra os religiosos.

Paulo Brabo / Em 6 passos o que faria Jesus / Editora Garimpo

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Israelistas e Palestinos



Conta-se a história de dois irmãos que moravam em lados separados de uma montanha. Um era abençoado com esposa e filhos, mas era pobre; o outro era abençoado com riqueza, mas não tinha família.

Eles se tornaram sócios numa fazenda, e repartiam irmãmente a produção. Como se amavam, cada um sentia o sofrimento do outro. O irmão rico pensava: "Meu irmão tem uma família grande. Precisa ganhar mais que eu, e durante a noite movia secretamente parte de sua produção para o setor pertencente ao irmão. O irmão com família pensou: "Meu irmão é tão solitário, não tem ninguém que olhe por ele. Precisa mais do que eu, e secretamente deslocava parte de sua produção para o setor do irmão.

Cada qual ficou surpreso ao ver que, não importa de quanto abrisse mão, sua produção não diminuía. Sabendo que D’us age de maneiras misteriosas, não questionavam muito. Então certa vez, já tarde da noite, deram de encontro um com o outro no alto da montanha. Ambos estavam carregando parte da produção. Caíram nos braços um do outro e choraram. Foi neste local que nasceu Jerusalem.

Quando nosso messias voltar o deles virá! e o que hoje parece um sonho, os irmãos juntos, se tornará realidade.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Ariovaldo Ramos - Ipp - Brasília



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Visão 2009



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sábado, 19 de setembro de 2009

Cansei de ser evangélico



“…Porque eu não me envergonho do evangelho… mas, de ser evangélico” Romanos 1:16 (paráfrase do autor)

Hoje, após anos caminhando no meio do cristianismo e sendo tratado como “evangélico”; depois de sofrer com o descaso e com a sujeira que se instalou no meio religioso; diante da exploração imoral da fé e de pessoas; das decepções que acumulei nestes últimos tempos com a igreja, tomei uma decisão importante para a minha vida espiritual. Para tanto me debrucei sobre a Bíblia e criteriosamente analisei todos os fundamentos que definem o comportamento de alguém efetivamente comprometido com os ensinos de Jesus. Li com exaustão Atos dos Apóstolos para só depois tomar a decisão que achei a mais sensata diante do quadro que se instalou no meio religioso. Assim, deixei de ser mais um “evangélico” e decidi ser “cristão assumido”.

Você pode estar pensando que é tudo a mesma coisa, que não há qualquer diferença nas duas expressões, mas apesar de se assemelharem, definitivamente não há como serem associadas. Não da forma como pregam por aí nos transatlânticos da fé ancorados em quase todas as esquinas das cidades ou nos supermercados religiosos que vivem abarrotados de pessoas à procura de novidades. Aliás, vale salientar que os discípulos foram, em Antioquia, reconhecidos como “cristãos” e não como “evangélicos”. – Atos 11:26

Você pode estar me chamando de maluco ou desinformado; pode estar me considerando um herege; um rebelde frustrado, mas diga-me, quem são os “evangélicos” hoje? Que atributos credenciam alguém ao titulo de ser “evangélico”? Sugiro que você, antes de um prejulgamento contra a minha pessoa, faça uma lista contendo um nome de expressão no Brasil, no seu estado e em sua cidade, de alguém que você considera evangélico, pessoas que estejam ligadas à política, meio empresarial, educação, saúde ou órgão do governo.

Não vou exigir muito, estes me servirão como base para a minha tese. Vamos continuar o exercício, agora me diga, dos nomes que você listou, em qual desses setores você pode dizer com todas as palavras que “põe a mão no fogo” pelos indicados? Para qual dos escolhidos você seria capaz de ir aos tribunais defendê-lo na sua conduta como “evangélico”? Se a lista fosse minha, nenhum! E olha que não estou sendo radical, apenas sincero. É isto mesmo, a banalização do evangelho com práticas construídas sobre interesses denominacionais e não sob as ordenanças Divinas me dão sustentação suficiente para fundamentar os meus argumentos e a minha defesa. Cansei de ver raposa tomando conta de galinheiro.

Obviamente que existe ainda um grupo de pessoas com boas intenções, gente que de alguma forma busca viver o que prega, que ainda acreditam na propagação do evangelho como único instrumento capaz de satisfazer aos anseios do coração e da alma do homem. Louvo a Deus por estes que ainda resistem bravamente às investidas de satanás contra a igreja de Cristo e espero que não desistam de seus objetivos.

Já ao final de seu ministério, Charles Spurgeon* escreveu uma série de artigos intitulados “O Declínio” onde ele estava advertindo a igreja de seus dias, lá no passado, quanto ao fato de que o cristianismo estava em declínio e, o que era pior, o ímpeto de descida parecia estar vencendo todas as tentativas de conter esta decadência. Os líderes cristãos estavam se tornando mundanos, espiritualmente frios e tolerantes aos erros doutrinários. Isso acontecia em tal nível que Spurgeon tinha receios de que a igreja perderia completamente o seu testemunho. Infelizmente, a previsão de Spurgeon se tornou em realidade insofismável hoje.

Lamentavelmente o que vemos é muito mais gente que usa do titulo de “evangélico” para se esconder, para se auto-promoverem, para ganharem um bom dinheiro, contrariando com comportamentos condenáveis o que na verdade significa ser “evangélico”. O rotulo, mesmo falsificado, neste caso enseja confiança aos desavisados. Para onde foram os bons costumes? Onde está o senso de moral? O mundo encontra-se hoje numa situação vergonhosa e desesperadora, no entanto, os seus habitantes não têm vergonha do que fazem ou dizem e muitos encontraram na religião um lugar seguro para agirem sem serem incomodados.

Me envergonho do evangelho ao ligar a televisão e ver homens inescrupulosos negociando com a fé das pessoas; ao saber que na frente das telas da TV há muitos pobres evangélicos aprovando e até contribuindo com tudo que é mostrado ali; ao ver o comércio da fé sendo explorado livremente nas igrejas eletrônicas onde vende-se de tudo; ao ver a religião evangélica fazendo parcerias indissolúveis com o inimigo; ao ver líderes atrelados, andando de mãos dadas com o diabo na maior naturalidade. Me envergonho ao ver homens mudando a verdade de Deus em mentiras, honrando e servindo mais a criatura do que ao Criador; Quanto dinheiro jogado fora nas fossas podres da religiosidade permissiva, nociva à sociedade e à vida espiritual. Quanta vergonha! Vergonha acompanhada por um misto de indignação e revolta, pois mesmo com todo o meu protesto e o meu esforço, percebo que a coisa caminha para o retrocesso rumo a um abismo espiritual intransponível.

Me cansei de carregar na testa o rotulo de evangélico. São todos iguais, afirmam as pessoas, colocando todo mundo num mesmo patamar, misturando joio e trigo em um só saco. Justos e pecadores, sérios ou não, todos sem distinção estão, pelas palavras da sociedade comungando comportamentos religiosos semelhantes. Os “evangélicos” lamentavelmente são os que mais enganam, os que faltam com a honra da palavra, os que difamam, subjugam pessoas, envolvem-se em escândalos espreitam a derrota, inclusive, dos próprios “irmãos da igreja”; são os que mais se divorciam segundo dados, os que mais sabem apontar o indicador de condenação, os que matam o amor pregando o amor. Cansei-me dos chavões, dos sermões e palavras construídas sob encomenda, pois de nada adianta falar do amor de Deus enquanto pessoas, do lado de fora dos templos, estão sem entender o barulho que se faz lá dentro.

Do outro lado o que vemos, no entanto, são pessoas simples dividindo o pouco que têm, com seus semelhantes sem ter nenhuma denominação religiosa por trás, enquanto muita gente que diz ser “servo de Deus”, e até se orgulham disto, com tudo que precisam e mais alguma coisa; com todos os pressupostos de felicidade à disposição, gente de triunfo, de sucesso, que pouco ou nada fazem, mesmo tendo muito mais do que precisam para viverem uma vida tranqüila.

Ser “evangélico” está na moda, ser “cristão” não. O primeiro é bonito, é moderno, é diferente, é místico, é favorável e em alguns casos dá status. O segundo pelo contrário não atrai pelas exigências de fidelidade e comprometimento sincero com princípios que poucos estão dispostos a arcarem com o peso que eles colocam sobre os ombros. Basta só dar uma espiadinha na lista de artistas, de jogadores e de políticos que se declaram “evangélicos” todos os dias… Ter um destes no rol de freqüentadores da igreja pode render bons lucros. Quanta hipocrisia! Quanta enganação!

Por tudo que relatei acima tomei a decisão de abandonar a fachada de “evangélico” para ser apenas “cristão”. Decidi viver bem com Deus, sem, no entanto, fazer propósitos irracionais, sem viver na alienação dos temores, sem ser forçado à obediência a líderes que intimidam e não pregam o evangelho. Decidi ser mais espiritual, mais humano, mais emocional, mais racional, mais sensível. Decidi ainda a abandonar a religiosidade vazia fundamentada em formas e resolvi correr atrás de conteúdo, algo que preencha todos os vazios do meu coração e da minha alma. Quero ser cheio de compaixão, exprimir amor na sua profundidade e na sua extensão, quero entender o sofrimento alheio. Quero, simplesmente, ser “cristão”.

* – Charles Haddon Spurgeon, foi um pastor batista britânico, que morreu em 1892.

Autor: Carlos Roberto Martins de Souza
Fonte: [ Gospel Prime ]
Via: [ Bereianos ]

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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Corra! Corra!

Veja o video depois agente conversa.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Os televangelistas Vs Igreja



Inúmeros pastores têm compartilhado as suas preocupações com os ensinamentos ministrados por alguns dos tele-evangelistas. Há pouco, um pastor amigo me disse: “A gente dá um duro absurdo ensinando aos membros de nossas igrejas a sã doutrina para que esses lobos vorazes desconstruam tudo que ministramos, através de seus programas televisivos.”

Isto posto, afirmo sem a menor sombra de dúvidas que aquilo que a igreja ensina, os tele-evangelistas negam, senão vejamos:

1º - A igreja ensina que em Cristo o escrito de dívida que constava contra nós foi cancelado; já os tele-evangelistas ensinam que os crentes precisam se libertar das maldições hereditárias.

2º - A Igreja ensina que Jesus é o Senhor; os tele-evangelistas que Deus é o gênio da lâmpada mágica.

3º - A igreja ensina que as Escrituras nos bastam; já os tele-evangelistas de que o mais importante são as experiências.

4º - A igreja ensina que devemos orar segundo a vontade de Deus; os tele-evangelistas que devemos decretar a bênção.

5º - A igreja ensina que aqueles que buscam o reino de Deus, todas as coisas lhes serão acrescentadas; os tele-evangelistas de que em Cristo seremos ricos.

6º - A igreja ensina que Jesus Cristo é Deus; os tele-evangelistas de que ele é fonte de vitória.

7º - A igreja ensina sobre a trindade; os tele-evangelistas o unitarismo.

8 º -A igreja ensina sobre a mordomia cristã; os tele-evangelistas de como extorquir dinheiro do povo.

9º - A igreja ensina sobre um Deus soberano que governa sobre todas as coisas; os tele-evangelistas de que Deus pode ser surpreendido por catástrofes e tragédias.

10º - A igreja ensina que os nossos cultos devem ser cristocêntricos; os tele-evangelistas de que devem ser antropocêntricos.

11 º A igreja ensina que adorar a Deus é humilhar-se pedindo perdão pelos pecados; os tele-evangelistas de que adorar é saltar de alegria nos famigerados shows gospel.

12º - A igreja ensina de que não devemos perder tempo com o diabo; os tele-evangelistas de que devemos entrevistá-los.

13º - A igreja ensina a simplicidade do evangelho; os tele-evangelistas a zooteologia, onde cães, leões, águias e outros bichos mais se fazem presentes nas manifestações de louvor a Deus.

14º - A igreja ensina que os ritos sacrificiais e as festas judaicas foram abolidos definitivamente por Cristo na cruz do calvário; Os tele-evangelistas judaizaram a fé.

15º - A igreja ensina que o maligno não nos toca; os tele-evangelistas de que basta dar legalidade que o diabo faz um inferno na vida do crente.

16º - A igreja ensina sobre discipulado; os tele-evangelistas sobre coronelismo e cobertura espiritual.

17º - A igreja ensina que avivamento se faz presente através do choro e arrependimento; os tele-evangelistas que avivamento é barulho.

18º - A igreja ensina o perdão, os tele-evangelistas o ódio.

Pois é cara pálida, dias difíceis os nossos! Que Deus tenha misericórdia da sua grei!

Pense nisso!

Renato Vargens

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

18 Obstáculos ao Evangelismo Eficaz por Mark Driscoll


Mark Driscoll esteve em Sidney, Austrália, e em uma palestra ele apontou 18 pontos que considera serem obstáculos ao evangelismo na diocese de Sidney. Segue um resumo preparado por Natasha Percy. Apesar de todo o foco dele ser voltado para as peculiaridades da igreja australiana, muita coisa pode ser usada para nossa reflexão aqui no Brasil. Não concordo com diversas afirmações dele, mas outras considero que são tremendamente importantes. Deixo para o leitor tirar suas próprias conclusões. (Nota do Tradutor)

O Sr. Driscoll apresentou estes pontos afirmando que se não estamos vendo fruto no nosso ministério, em vez de fazer mais, deveríamos nos perguntar o que estamos fazendo de errado. Ele também afirmou que a “poda” deve preceder a “colheita”. Esta poda poderia envolver tais coisas como pessoas e programas.

“Você precisa cortar aquilo que está drenando energia para longe do evangelismo”, disse ele.


1. Os sujeitos entendidos em Bíblia não são os sujeitos missionais o que conduz à irrelevância orgulhosa. (Pastores estão) menos atentos ao contexto do ministério deles e mais atentos ao conteúdo da Bíblia. Não basta somente serem fiéis, vocês precisam ser frutíferos.

2. A cultura de vocês sofre de uma falta de empreendedorismo, devido à influência do Socialismo e da Grã-Bretanha. O socialismo traz o conceito de que se deve cuidar de todo mundo, com os recursos sendo dados para os pastores mais fracos nas igrejas mais fracas ao invés de executar a poda. Isto significa você está sendo negligente em enviar nutrientes a novos brotos e galhos em nome da igualdade socialista. Os britânicos não são pessoas empreendedoras. Eles jogam pelas regras e operam dentro de estruturas pré-existentes. Isto fez com que a cultura australiana não fosse muito empreendedorista e coisas novas não são largamente adotadas.

3. Nas denominações há uma falta de recompensa baseada no mérito. Nos Estados Unidos há muito mais empreendedores. Eu não estou dizendo que a sua cultura é ruim e a minha cultura é boa. O que eu estou dizendo é que a sua cultura é ruim e a minha cultura é ruim de um modo diferente. As pessoas são recompensadas por antiguidade, mas não por fruto. Homens não podem ser rebaixados ou colocados para fora do ministério por nada menos do que roubar dinheiro ou cair em pecado sexual. Só porque você está no ministério há muito tempo não significa que deveria ter o emprego garantido. Todos vocês sabem que algumas igrejas estão sendo conduzidas por homens que não são os melhores homens para o trabalho.

4. Os homens cristãos australianos são imaturos. Há uma falta de empreendedorismo e um sistema que desencoraja a ambição dos homens jovens. Homens estão vivendo com suas mães até os 25 anos, casando aos 32, retardando a tomada de responsabilidade tanto quanto possível. O fato é que não há uma denominação aqui na qual eu esteja qualificado para ser pastor. Eu plantei uma igreja com 25 anos. Eu poderia fazer isso com vocês? A resposta é “não”. E se houver um jovem que quer ser responsável por plantar uma igreja. Há um sistema preparado para isso? Quanto mais se retarda a responsabilidade, mais se atrasa a masculinidade. Estar indefinidamente em um estilo de vida Peter Pan é pecado. Jesus Cristo tinha expiado os pecados do mundo inteiro com a idade em que a maioria dos homens se torna pastor auxiliar. Há bons homens piedosos na faixa dos 30 anos liderando grandes igrejas do outro lado do mundo e vocês os trazem aqui para que possam pregar para vocês porque vocês não os têm no seu sistema.

5. Plantação de igreja não é difundida, nem bem-vinda. As habilidades requeridas de um plantador de igrejas são muito distintas. Não há nenhuma oportunidade largamente difundida para jovens inovadores nessa área. Homens jovens que querem plantar uma igreja são deixados com um terrível dilema: inovar e destruir a igreja ou viver dentro dos parâmetros do sistema e negar o chamado de Deus nas suas vidas. Nada menos que 300 homens vieram até mim e disseram: “eu quero plantar uma igreja e não posso. O que é eu que faço?” Eles precisam ser avaliados e treinados e somente aqueles que estão prontos deveriam ser enviados, mas eles precisam ser enviados.

6. Vocês sofrem de síndrome da papoula alta*. Através da pregação, as pessoas têm que perceber que isso é um pecado. Ter uma igreja de 1000 pessoas como um limite não é saudável. Vocês não querem se erguer porque as pessoas pensarão que vocês são orgulhosos. O fato de vocês estarem pensando em si mesmos dessa forma indica que vocês já são orgulhosos. Isso é pecado. Nós deveríamos celebrar se Deus permitisse que uma igreja crescesse. Meus presbíteros dão 10 por cento de nosso dinheiro para a plantação de igrejas. Ter uma igreja grande não é ruim. Tudo depende do que aquela igreja acredita e do que ela faz.

7. Seu ensino carece de três coisas: apologética, missão e aplicação. 1) Antecipe-se às objeções de seus ouvintes e responda-as. Isto também encorajará as pessoas a trazerem os seus amigos. 2) Pergunte à igreja qual é a nossa missão e como devemos vivenciá-la? Isso serve de aplicação para a igreja inteira. 3) Ofereça aplicação pessoal para indivíduos. Não é suficiente dar doutrina. A aplicação precisa conectar a vida e a doutrina.

8. Muitos de vocês têm medo do Espírito santo. Vocês não sabem o que fazer com Ele, e aí a Trindade passa a ser o Pai, o Filho e a Bíblia Santa. Vocês são tão reacionários ao pentecostalismo que acabam não tendo uma teologia robusta do Espírito Santo. O Espírito Santo chama as pessoas para o ministério. Ele também confere poder às pessoas no ministério. Vocês não têm que ser carismáticos mas vocês deveriam ser um pouquinho carismáticos; o suficiente para poder pelo menos adorar a Deus com algo a mais do que com toda a sua mente. Aqui [na Austrália] a palavra “carismático” significa prosperidade, excesso, bizarro. Em Londres, significa que você não é um liberal. Não fique preso a toda essa terminologia. Você ama o Espírito santo? Jesus diz que o Espírito Santo é um “Ele” e não um “isso”. O ministério não pode ser exercido sem o Espírito santo. Acredito que isso está conduzindo, em parte, à falta de empreendedorismo e inovação, porque se já não foi feito ou escrito vocês suspeitam daquilo.

9. Muitos de você são anglicanos. O sistema paroquial funciona para alguns, mas não todos. Menos da metade das pessoas que vivem nesta cidade possuem sua própria casa e constituem suas redes sociais on-line. Pessoas têm três lugares: onde elas trabalham, onde elas se divertem e onde elas vivem (o lugar onde elas se divertem é o lugar de que elas realmente gostam e onde viveriam, se pudessem). Então qual é o lugar delas? O modelo de paróquia diz que nós fixamos os limites. Mas isso torna o evangelismo nesta sociedade muito difícil. Pessoas já não se organizam por geografia, mas por afinidade. Pessoas estão se mudando o tempo todo. O sistema paroquial também faz com que a plantação de igreja seja muito difícil. E o supervisor pode impedi-la.

10. Denominações são construídas sobre um velho paradigma que homens jovens não compreendem. Este é um paradigma de controle: nós controlamos seus benefícios, sua renda, sua estabilidade… Nós controlamos você. Homens jovens operam sob influência. Alguns jovens são desrespeitosos diante da autoridade e precisam ser repreendidos. Nem todos os jovens são desrespeitosos, mas eles operam por influência - isso ocorre através de relacionamentos e de mentoria. “A influência deve ficar próxima e o controle deve ser mantido a certa distância.” Eles precisam receber encorajamento e responsabilidade. Homens jovens progressivamente evitarão um sistema que é construído para controlá-los e cada vez mais trabalharão de forma a contornar o sistema para conquistar sua liberdade.

11. Há uma tendência em chamar o treinado em lugar de treinar os chamados. As pessoas precisam ser testadas e provadas pelos líderes da igreja, mas o ministério precisa começar com um chamado. Deveria haver um senso inato de desejo, em lugar de ir para a faculdade, sendo então treinado, sendo então chamado ao ministério. Faculdades que têm sistemas alternativos, como por exemplo, opções de meio período, serão mais efetivas em treinar os chamados. Quatro anos na faculdade, sem experiência prática suficiente, podem conduzir a idealismo e farisaísmo nos quais jovens que nunca fizeram algo ficam criticando homens mais velhos que fizeram alguma coisa. Isso dá, então, aos jovens, a falsa impressão que eles estão fazendo algo. O Pastor Driscoll informou que a igreja Mars Hill (Colina de Marte) tinha crescido a 8000 membros quando ele concluiu o seu mestrado em Teologia. “Às vezes você não sabe o que você não sabe até que esteja fazendo ministério. E aí você é mais educável do que nunca.”

12. Igrejas precisam de profetas, sacerdotes e reis, de acordo com 1 Pedro 5 onde Jesus é o pastor chefe e os líderes são subpastores abaixo dEle. Profetas pregam e ensinam, sacerdotes cuidam das pessoas (por exemplo, visitação em hospitais) e reis preocupam-se com sistemas, políticas, procedimentos, bens imóveis e coisas semelhantes. A maioria das igrejas em Sydney está cheia de sacerdotes e há um déficit de profetas e reis. Há um limite em quantas pessoas um pastor pode cuidar. Pastores não podem fazer todos os três. Reis são desencorajados por sistemas que já estão estabelecidos.

13. Há uma carência de missiologistas. Um missiologista avalia a cultura e usa discernimento para achar os ídolos, “de forma que missionários podem ser empregados e as igrejas podem ser missionais.” “Teólogos defendem a verdade do evangelho e os missiologistas então a levam às ruas.” Quando você enche a equipe com teólogos e não missiologistas muitas pessoas permanecem sem conhecer Jesus.

14. Há uma tendência de tentar formar ministros antes de fazê-los maridos e pais. Muitos homens atrasam o casamento e a paternidade para que possam entrar na faculdade e no ministério. Eles precisam aprender a serem bons maridos e pais e pastorear um pequeno rebanho. Se eles não forem bons maridos e pais, não vão ser bons ministros. “Na verdade… ser um marido e pai prepara mais para o ministério do que qualquer faculdade.” Vocês deveriam realmente pressionar os homens jovens a assumirem responsabilidade cedo, serem bons maridos e pais e então encorajá-los para o ministério. Caso contrário as prioridades deles acabam sendo Deus, ministério, esposa, crianças, em vez de Deus, esposa, crianças, ministério. Se você retarda o casamento por causa do ministério, você está organizando um paradigma que é perigoso.

15. Há o fazer evangelismo, mas não missões. Evangelismo não compete só ao cristão individual, evangelismo é algo que compete à igreja cristã. Estamos usando todos os recursos à nossa disposição? Não pergunte: “Como seria um ministro do Evangelho fiel?”. Pergunte: “Como seria um missionário do Evangelho fiel? ‘.

16. Há muitos sujeitos número 2 ocupando posições de número 1. Sujeitos número 1 são pregadores, mestres, líderes, inovadores. Um sujeito número 2 não é ruim, mas ele não é a pessoa certa para o trabalho. Esse é um assunto que faz parte da questão de ter um sistema baseado em antiguidade em lugar de meritocracia. Sujeitos número 2 precisam ter a humildade de recuar como João Batista fez com Jesus - o que é fácil dizer, mas difícil de fazer. Quando um sujeito de número 2 está em uma posição reservada aos número 1, a igreja sobrevive, mas não multiplica.

17. Não há um grande senso de urgência. “Eu acredito que Deus tem um senso de urgência por plantar igrejas, e enviar homens jovens”, mas esta urgência não é evidente. Vocês não estão vendo muitas conversões e em todos os lugares que eu vou pessoas vêm a mim queixar-se de que não têm permissão para plantar igrejas. A urgência se apresenta com novos cultos e novas igrejas. A falta de urgência se apresenta pela falta de inovação. Nem todo mundo é um inovador ou empreendedor - mas há espaço no sistema para aqueles que são? Pode-se permitir inovação sem livrar-se do que é bom.

18. Movimentos tornaram-se instituições e museus. Um movimento é onde Deus faz o que Ele sempre faz, mas em uma profundidade maior do que estamos acostumados a ver. Por exemplo, os puritanos, os metodistas e o movimento carismático.

Nota do tradutor: Expressão usada na Austrália e Nova Zelândia que identifica uma atitude de desprezo e descaso para com quem consegue atingir uma posição mais elevada.
Fonte: Extraído do site sydneyanglicans.net / Tradução: Juliano Heyse

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sábado, 22 de agosto de 2009

É assim que Ele faz

Cart - The Film from Jesse Rosten on Vimeo.



Ele, meu Rei, se colocou em meu lugar. Morreu para me salvar e libertar. Yeshua nunca desisti de mim. Espirito Santo sinto a sua falta mais do que nunca!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

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sábado, 1 de agosto de 2009

EXTRA EXTRA! boas novas!



Se você nao entender o amor selvagem de Deus por você, nunca vai entender as boas novas do evangelho!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

A coisa mais bizarra que eu já vi na vida



É bom estar em comunhão com os irmãos, mas melhor é rir com os irmãos! rachei de rir com o Silvio Maia, meu novo ídol... ops sei lá oque.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Você é bom o suficiente para ir para o céu?

Não importa o que você faça de bom, sem fé na graça de Deus você não presta e nunca irá prestar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Todas estas crianças irão para o céu

As 10 crianças mais malvadas do cinema
Jesus, porém, chamou-as e disse: Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o Reino de Deus é daqueles que se parecem com elas. Até o adulto mais limpo e correto não será salvo se não for como uma criança.



Damien - 'A profecia' (1976)
Dirigido por Richard Donner, o filme mostra a história de um casal que acaba levando para casa o filho do demônio, ele provoca destruição por onde passa, com seu olhar vermelho e seu gosto pela morte.



Regan Teresa McNeil - 'O exorcista' (1973)
Nesse clássico do gênero, vencedor de dois Oscars, Linda Blair imortalizou a personagem que, possuída pelo próprio demônio, desafia o padre exorcista, agride a família e se transforma praticamente num monstro. Os efeitos especiais marcaram a época, mas ela mete medo até hoje.



Samara Morgan - 'O chamado' (2002)
Essa garotinha, que foi assassinada por sua mãe adotiva, voltou das trevas para amedrontar inocentes por meio de uma fita de vídeo. Com seus cabelos compridos e seu rosto corroído, ela persegue a personagem de Naomi Watts e seu filho em busca de vingança.
"Todo mundo vai sofrer", diz Samara Morgan às suas vítimas



As irmãs Grady - 'O iluminado' (1980)
Esse clássico de Stanley Kubrick traz diversas imagens horripilantes, como Jack Nicholson perseguindo sua família com um machado em punho. Mas as irmãs gêmeas que aparecem nos corredores do hotel amaldiçoado também fazem tremer a alma. "Venha brincar com a gente, Danny, para sempre", dizem.



Charlie McGee - 'Chamas da vingança' (1984)
Depois de se destacar como a menininha de "E.T.", Drew Barrymore apostou em um papel mais ousado: Charlie é uma garota que consegue criar fogo com a força do pensamento. Baseado na obra de Stephen King, o longa mostra a fuga da menina e seu pai, que tentam escapar de agentes do governo. Por onde ela passa, a destruição se espalha.



Henry Evans - 'O anjo malvado' (1993)
Dizem que o mal tem muitas faces, mas neste filme ele ganha o rostinho bonito de Macaulay Culkin, astro da comédia "Esqueceram de mim". Aparentemente normal, Henry encarna forças malignas: ele tenta matar seu primo e provoca acidentes graves, entre outras artimanhas.



Emily Callaway - 'Amigo oculto'
Interpretada por Dakota Fanning, Emily é uma menina que se muda com o pai (vivido por Robert de Niro) para recomeçar a vida depois da morte trágica da mãe. Ela começa a agir de forma cada vez mais sinistra depois que começa a se comunicar com um 'amigo imaginário'. Mas cuidado: as aparências enganam.



Esther - 'A órfã' (2009)
No terror lançado nos EUA este fim de semana, Esther é uma menina russa de 9 anos que é adotada por um casal traumatizado pela perda de um bebê. Mas, aos poucos, Esther revela a maldade que esconde dentro de si, ameaçando a família adotiva. O filme deve estrear no Brasil em setembro.



Isaac - 'A colheita maldita' (1984)
Na trama aterrorizante de Stephen King, Isaac Chroner é um garoto que vira uma espécie de líder e ordena que outras crianças de uma pequena cidade matem os adultos. Seus pequenos seguidores acabam causando uma matança.



Rhoda - 'The bad seed' (1956)
Mentir, roubar e matar são parte da rotina de Rhoda, que marcou o cinema como a primeira criança malvada da história. Com um instinto assassino herdado de sua avó, a loura elimina outras garotas impiedosamente por motivos fúteis, como brinquedos e medalhas.

via:G1

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Ex- travesti?

Domingo no programa global FANTASTICO, será exibido uma matéria com este sujeito do video.

De putas a Cleyciannes - Ele quer todas



Como muitos cristãos dos nossos dias, Lutero se debatia noite adentro com a questão
fundamental: de que forma o evangelho de Cristo podia ser realmente chamado de "Boa Nova" se Deus é um juiz justo que retribui aos bons e pune os perversos? Será que Jesus veio realmente revelar essa terrível mensagem? De que forma a revelação de Deus em Cristo Jesus podia ser acuradamente chamada de "Nova", já que o Antigo Testamento defendia o mesmo tema, ou de "Boa",com a ameaça de punição suspensa como uma nuvem escura sobre o vale da história?

Porém, como observa Jaroslav Pelikan: "Lutero repentinamente chegou à percepção de que a "justiça de Deus" da qual Paulo falava nessa passagem não era a justiça pela qual Deus era justo em si mesmo (que seria uma forma passiva de justiça), mas a justiça pela qual, por causa de Jesus Cristo, Deus tornou justos pecadores (isto é, justiça ativa) através do perdão dos pecados na justificação. Quando descobriu isso, Lutero afirmou que os próprios portões do Paraíso haviam-se aberto para ele.5 Que verdade atordoante!

"Justificação pela graça mediante a fé" é a frase erudita dos teólogos para o que Chesterton chamou certa vez de "amor selvagem de Deus". Ele não é instável nem caprichoso; não conhece épocas de mudança. Deus tem um único posicionamento inflexível com relação a nós: ele nos ama. Ele é o único Deus jamais conhecido pelo homem que ama os pecadores. Falsos deuses — criados pelos homens — desprezam os pecadores, mas o Pai de Jesus ama a todos, não importa o que façam. Isso é naturalmente incrível demais para aceitar. No entanto, a afirmação central da Reforma permanece: não por qualquer mérito nosso, mas pela sua bondade, tivemos nosso relacionamento restaurado com Deus através da vida, da morte e da ressurreição do seu amado Filho. Essa é a boa nova, o evangelho da graça.

Com sua característica joie de vivre, Robert Capon coloca da seguinte forma: "A Reforma foi uma ocasião em que os homens ficaram cegos, embriagados por descobrir, no porão empoeirado do medievalismo tardio, uma adega repleta de graça envelhecida mil e quinhentos anos, com teor
alcoólico 100% —garrafa após garrafa de pura Escritura destilada, um gole da qual bastava para convencer qualquer um de que Deus nos salva sem precisar de ajuda. A palavra do evangelho — depois de todos aqueles séculos de tentar elevar-se ao céu preocupando-se com a perfeição de
seus cadarços — tornou-se repentinamente um anúncio direto de que os salvos já estavam em casa mesmo antes de começarem (...) A graça deve ser bebida pura: sem água, sem gelo, seguramente sem água tônica; não se permite que nem bondade, nem maldade, nem as flores que desabrocham na primavera da superespiritualidade entrem no preparado"

Mateus 9:9-13 captura um adorável vislumbre do evangelho da graça: Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos
eram pagos.

Jesus lhe disse: — Venha comigo. Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama
chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: — Por que é que o mestre de voces come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama? Jesus ouviu a pergunta e respondeu: — Os que têm
saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: "Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrificios de animais". Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons (NTLH).

Evangelho Maltrapilho - Brennan Manning

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Simplesmente JESUS


Por Leonard Sweet e Frank Viola (tradução livre por Luís F. Batista) Os cristãos fizeram do evangelho tantas coisas… tantas coisas além de Cristo. Jesus Cristo é o ponto gravitacional que une todas as coisas e dá a elas significado, realidade e sentido. Sem ele, todas as coisas perdem seu valor. Sem ele, todas as coisas são nada, nada além de pedaços deslocados flutuando ao redor do espaço.

É até possível considerar uma verdade espiritual, valor, virtude ou dom, ainda que se esqueça a Cristo… que é a personificação e encarnação de toda verdade espiritual, valor, virtudes ou dons.

Busque uma verdade, um valor, virtude ou um dom espiritual em si mesmo, e você vai encontrar algo morto.

Busque a Jesus, abrace a Jesus, conheça a Jesus, e você terá chegado a ele que é Vida. E nele reside toda Verdade, Valores, Virtudes e Dons em cores vivas. Beleza que tem significado na beleza de Cristo, em quem encontramos tudo que nos faz amorosos e amáveis.

O que é o Cristianismo? É Jesus. Nada mais, nada menos. Cristianismo não é uma ideologia. Cristianismo não é uma filosofia. Cristianismo são as “boas novas” de que Beleza, Verdade e Bondade são encontradas em uma pessoa. A comunidade bíblica foi fundada e é encontrada na conexão com esta pessoa. Conversão é mais do que mudança na direção; é uma mudança na conexão. O uso de Jesus da palavra Hebraica shubh, ou no seu equivalente Aramaico, que chamamos de “arrependimento” não implica em ver Deus de uma distância, mas entrar em um relacionamento em que Deus é o comando central da conexão humana.

A esse respeito, nós sentimos uma desconexão enorme na igreja hoje. Para isso é esse manifesto.

Nós cremos que a maior doença da Igreja hoje é DDJ: Distúrbio da Deficiência de Jesus. A pessoa de Jesus tem se tornado cada vez mais politicamente incorreta, mas tem sido também substituída pela linguagem da “justiça”, “reino de Deus”, “valores” e “princípios de liderança”.

Nessa hora, o testemunho a que sentimos a que Deus nos chama é de levantar centros da primazia do Senhor Jesus Cristo. Especificamente…

1 – O centro e circunferência da vida Cristã é nada mais do que a pessoa de Cristo. Todas as outras coisas, incluindo coisas relacionadas a ele e sobre ele, são obscurecidas pelo sinal da sua importância sem par. Conhecer Jesus é Vida Eterna. E conhecer a ele profundamente, densamente e em realidade, assim como experimentar das suas inescrutáveis riquezas, é a maior busca de nossas vidas, assim como o foi para os primeiros Cristãos. A intenção de Deus não tinha tanto a ver em consertar coisas que estavam erradas nas nossas vidas, mas sim, nos encontrar em nossa fragmentação e nos dar Jesus.

2 – Jesus Cristo não pode ser separado de seus ensinamentos. Aristóteles disse a seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Sócrates disse a seus discípulos, “Sigam meus ensinamentos”. Buda disse a seus discípulos, “Sigam minhas reflexões”. Confúcio disse a seus discípulos “Sigam o que disse”. Maomé disse a seus discípulos, “Sigam meus pilares”. Jesus disse a seus discípulos, “Sigam-me”. Em todas as outras religiões, um seguidor pode seguir os ensinamentos de seu fundador sem ter nenhum relacionamento com seu fundador. Isso não acontece com Jesus Cristo. Os ensinos de Jesus não podem ser separados da pessoa de Jesus. Jesus Cristo está vivo e ele personifica seus ensinamentos. É um equívoco muito grande , então, tratar Cristo como simplesmente um fundador com uma série de ensinamentos morais, éticos ou sociais. O Senhor Jesus e seus ensinamentos são um. O Meio e a Mensagem são um. Cristo é a encarnação do Reino de Deus e do Sermão do monte.

3 – A grande missão de Deus e seu propósito eterno na terra e no céu converge em Cristo… tanto o Cristo individual (a cabeça) como o Cristo corporativo (o corpo). Esse universo se move para um objetivo final – a plenitude de Cristo, onde Ele irá preencher todas as coisas com ele. Ser realmente missional, então, significa construir uma vida e seu ministério em Cristo. Ele é tanto o coração como o sangue do plano de Deus. Perder isso é perder o eixo, e com certeza, é perder tudo.

4 – Ser um seguidor de Jesus não envolve tanta imitação tanto quanto envolve implantação e imparcialização. Encarnação – a noção de que Deus conecta a nós na forma de um nenê e no toque humano – é a doutrina mais chocante da religião Cristã. A encarnação tanto aconteceu de uma vez por todas quanto o está em andamento agora, assim que Ele “que foi e que há de vir” agora é e vive sua vida ressurreta em nós e através de nós. Encarnação não se aplica somente a Jesus; se aplica a cada um de nós. Lógico, não da mesma forma sacramental. Mas próximo. A nós foi dado o Espírito de Deus que faz Cristo real em nossas vidas. Nós formos feitos, como Pedro colocou, “participantes da natureza divina”. Como, então, diante de uma tão grande verdade, podemos pedir por brinquedos e doces? Como podemos nos perder por dons tão inferiores e clamar por coisas tão religiosas e espirituais? Nós fomos tocados do alto pelo fogo do Todo Poderoso com fogo divino. A vida que venceu a morte – a vida ressurreta do Filho de Deus. Como não podemos ser atingidos também?

Para colocar uma questão: Qual foi o motor, ou o acelerador da vida maravilhosa de Deus? Qual foi o ramo principal desse comportamento externo? Foi isso: Jesus viveu a presença de seu Pai. Depois de sua ressurreição, este processo se moveu. O que Deus o Pai era para Jesus Cristo, Jesus Cristo agora o é para você e para mim. Ele é essa presença maravilhosa, e nós compartilhamos a vida de Jesus e seu próprio relacionamento com o Pai. Há um vasto oceano de diferença entre mandar os cristãos imitar a Jesus e aprender como encarnar um Cristo implantado. O primeiro termina em uma completa frustração. O último é o caminho para vida e alegria no nosso dia a dia e na nossa morte. Nós ficamos como Paulo: “Cristo vive em mim”. Nossa vida é Cristo. Nele vivemos, respiramos e somos. “O que Jesus faria?” não é Cristianismo. O Cristianismo pergunta: “O que Jesus está fazendo através de mim… e através de nós? E como Jesus está fazendo isso?” Seguir Jesus significa “Confie e obedeça” (responda), e viva sua presença pelo poder do Espírito.

5 – O “Jesus da história” não pode ser desconectado do “Jesus da fé”. O Jesus que andou pelas partes da Galiléia é a mesma pessoa que habita a igreja hoje. Não deve haver desconexão entre o Jesus do evangelho de Marcos com o incrível, todo-inclusivo Cristo cósmico que Paulo descreveu na carta aos Colossenses. O Cristo que viveu no primeiro século existia antes da história. Ele também tem uma existência depois da história. Ele é o Alfa e o ômega, Princípio e fim, A e Z, tudo ao mesmo tempo. Ele habita no futuro e no fim dos tempos ao mesmo tempo que ele habita em cada filho de Deus. A falha em abraçar essa verdade paradoxal tem criado problemas enormes e tem diminuído a grandeza de Cristo aos olhos do povo de Deus.

6- É possível confundir “a causa” de Jesus Cristo com sua própria pessoa. Quando a primeira igreja falava “Jesus é o Senhor” , isso não significava “Jesus é o meu valor principal”. Jesus não é uma causa; ele é real e uma pessoa viva que pode ser conhecida, amada, experimentada, entronizada e personificada. Focar em sua causa ou missão não é igual a focá-lo ou segui-lo. É muito possível servir “o deus” do serviço de Jesus em oposição a servi-lo com coração arrebatado que foi cativo por sua irresistível beleza e incompreensível amor. Jesus nos leva a pensar em Deus de forma diferente, como relacionamento, como o Deus de todo relacionamento.

7- Jesus Cristo não foi um mero ativista social ou filósofo moral. Considerá-lo dessa forma é tirar sua glória e diluir sua excelência. Justiça fora de Cristo é uma coisa morta. O único golpe que pode perturbar os portões do inferno não é o grito de Justiça, mas o nome de Jesus. Jesus Cristo é a personificação da Justiça, Paz, Santidade e Retidão. Ele é a soma de todas as coisas espirituais, o “atractor estranho” do cosmos. Quando Jesus se torna uma abstração, a fé perde seu poder reprodutor. Jesus não veio para tornar pessoas más boas. Ele veio para tornar pessoas mortas vivas.

8 – É possível confundir um conhecimento acadêmico ou teológico sobre Jesus com um conhecimento pessoal do próprio Cristo vivo. Os dois estão tão distantes um do outro quanto centenas de milhões de galáxias. A plenitude de Cristo não pode ser alcançada somente pelo lóbulo frontal. A fé cristã clama pela racionalidade, mas busca também alcançar os maiores mistérios. A cura para um grande cérebro é um grande coração.

Jesus não equipou seus discípulos com fichários de teologia sistemática. Ele deixou a seus discípulos corpo e respiração.

Jesus não deixou seus discípulos um sistema de fé bastante claro e coerente para que eles amem a Deus e aos outros. Jesus deu a seus discípulos feridas para tocar e mãos para curar.

Jesus não deixou a seus discípulos uma crença intelectual ou uma cosmovisão cristã. Ele deixou seus discípulos com uma fé relacional.

Cristãos não seguem um livro. Cristãos seguem uma pessoa, e a essa biblioteca de livros divinamente inspirados, nós chamamos “A Bíblia Sagrada” como a melhor ajuda para seguir esta pessoa. A Palavra Escrita é um mapa que nos leva a seguir a Palavra Viva. Ou como Jesus mesmo colocou, “Toda a Escritura testifica de mim”. A Bíblia não é o destino, é uma bússola que aponta para Cristo, Nossa Estrela do Norte do céu.

A Bíblia não apresenta um plano para viver. As “boas novas” não são um conjunto de leis, ou um conjunto de inferências éticas, ou um novo e melhor PLANO. As “boas novas” são a história da vida de uma pessoa , como refletida no credo apostólico. O Mistério da Fé proclama esta narrativa: “Cristo morreu, ressuscitou e voltará”. O significado do Cristianismo não vem da concordância de uma série de doutrinas teológicas complexas, mas um amor apaixonado por um modo de vida na Terra que se resume a seguir a Jesus, que fala que amor é o que faz da vida um sucesso… não riquezas, saúde ou qualquer outra coisa: mas amor. E Deus é amor.

9 – Só Jesus pode consertar e preencher o vazio no coração da igreja. Jesus Cristo não pode ser separado de sua igreja. Enquanto Jesus é distinto de sua Noiva, ele não está separado dela. Ela é de fato seu próprio corpo na terra. Deus escolheu para vesti-la de todo poder, autoridade e vida no Cristo vivo. E Deus em Cristo só é conhecido plenamente através de sua igreja (Como Paulo disse, “A multiforme sabedoria de Deus – o qual é Cristo – que é conhecido através da “ekklesia”)

A vida cristã, então, não é uma busca individual. É uma jornada coletiva. Conhecer Cristo e fazê-lo conhecido não é um projeto individual. Aqueles que insistem em um vôo solo de vida será trazido à terra através de uma terrível queda. Pois Cristo e sua igreja são intimamente unidos e conectados. O que Deus uniu, que nenhuma pessoa separe. Nós fomos criados para vida com Deus; nossa única felicidade é encontrada na vida com Deus. E o próprio prazer de Deus e deleite é encontrado dessa mesma forma.

10 – Em um mundo que canta “Quem é esse Jesus?” e uma igreja que canta “Oh, vamos ser todos iguais a Jesus”, nós vamos cantar a plenos pulmões, “Oh, como amamos Jesus!”

Se Jesus se levantou dos mortos, nós temos que no mínimo nos levantar de nossas camas, de nossos bancos e sofás e responder à vida ressurreta do Senhor em nós, nos juntando à Jesus àquilo que ele se importa nesse mundo. Nós chamamos a outros para se juntar a nós – não nos retirando do planeta Terra, mas plantando firmes nossos pés neste planeta enquanto nosso espírito se eleva até os céus, até aquilo que agrada a Deus e que o encontra em seu propósito. Nós não somos deste mundo, mas nós vivemos neste mundo para os direitos e interesses do Senhor. Nós, coletivamente, como ekklesia de Deus, somos Cristo neste e para este mundo.

Que Deus encontre pessoas aqui na terra que sejam pessoas de Cristo, em Cristo e para Cristo. Um pessoal da cruz. Um pessoal consumido com a eterna paixão de Deus, o qual existe para a preeminência de seu filho, para sua supremacia e para que ele esteja à frente de todas as coisas visíveis e invisíveis. Um pessoal que tenha descoberto o toque do Todo Poderoso na face de seu glorioso filho. Um pessoal que queira conhecer somente a Cristo e ele crucificado, e deixe todas as outras coisas caiam de lado. Um pessoal que está desvendando sua profundidade, descobrindo sua riqueza, tocando sua vida e recebendo seu amor e fazendo a ELE em toda a sua insondável glória conhecido a outros.

Nós dois podemos discordar a respeito de muitas coisas – sejam elas eclesiologia, escatologia, soteriologia, isso sem mencionar economia, globalização e política.

Mas em nossos dois últimos livros – From Eternity to Here (Da eternidade para cá) e So Beautiful (Tão lindo) nós temos tocado trombetas unísonas. Esses livros são Manifestos desse manifesto. Cada um deles apresenta a visão que capturou nossos corações e que gostaríamos que fossem partes integrantes do Corpo de Cristo – esta “UMA COISA eu sei” (João 9:25) esta é a UMA COISA que une a todos nós:



Jesus o Cristo.

Cristãos não seguem o Cristianismo, Cristãos seguem Cristo.

Cristãos não pregam a si mesmos, Cristãos proclamam Cristo.

Cristãos não apontam para uma base de valores, Cristãos apontam para cruz.

Cristãos não pregam sobre Cristo, Cristãos pregam Cristo.

Há 300 anos atrás, um pastor alemão escreveu um hino ao redor do Nome acima de todos os nomes:

Perguntai que grande coisa eu sei

que me delicia e me comove tanto?

Que grande prêmio eu recebi?

Em qual nome me glorio?

Jesus Cristo, o crucificado.

Esta é a grande coisa que eu sei

que me delicia e me comove tanto:

fé naquele que morreu para salvar

Naquele que triunfou sobre o túmulo:

Jesus Cristo, o crucificado

Jesus Cristo – o crucificado, ressurreto, entronizado, triunfante e vivo Senhor.

Ele é nossa busca, nossa paixão, nossa vida.

Amém.

Para discutir esse manifesto e suas implicações, visite o blog “A Jesus Manifesto” Sugerimos que você ouça à musica que está no YouTube “Give me Jesus ” enquanto lê este manifesto.

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Fonte desta tradução: Renovatio Cafe